sábado, 7 de agosto de 2010

ALL YOU NEED IS LOVE EM RECIFE - 06 DE AGOSTO

E lá estava eu ontem à noite para ver mais um beatle-show na minha vida. Desta vez, a banda paulista ALL YOU NEED IS LOVE apareceu por aqui para trazer a magia das músicas dos Beatles em um espetáculo teatral cujo principal objetivo era reviver o clima do que era (ou seria) uma apresentação do famoso grupo britânico.

Formada por Sandro (Lennon) Peretto, César (McCartney) Killes, Thomas (George) Arques e Renato (Ringo) Almeida e com o apoio do tecladista Anselmo (George Martin) Ubiratan, os rapazes da Abbey Road trouxeram um espetáculo perto do impecável. Senti falta apenas de alguns detalhes técnicos e de produção que certamente estão ligados às enormes dificuldades de se trazer um show de porte do sul do Brasil para cá. O baixo, ligado direto (em linha), não trouxe aquele peso característico do Hofner, faltou algo de cenário (projeções, um banner, ou qualquer outro elemento visual), faltou a Rick de 12 cordas e a gaitinha de boca do Lennon. Até completamente no escuro os rapazes ficaram, por vezes.

Nada disso, porém, prejudicou a performance da banda. Muito pelo contrário, os rapazes deram um show de talento, de profissionalismo. A grande maioria daqueles detalhes que todo beatlemaníaco adora ver estavam lá, assim como no show que vi na semana passada em João Pessoa (da banda também paulistana Abbey Road): as falas em inglês, as piadas que se tornaram famosas, as roupas representativas de três fases dos Beatles, a postura no palco de cada um dos quatro, os instrumentos idênticos.

Individualmente, me chamou mais uma vez a atenção a personificação do Paul. César Killes está à altura do mestre e em "Oh darling!" não deixou pedra sobre pedra. Uma performance que quem não viu não tem ideia do que perdeu. Memorável. O Thomas também também procurou ser fiel em grande parte dos solos de George, particularmente no banho de emoção que deu na interpretação de "Something". Dos quatro, para mim, o que tem a voz mais parecida com a do ídolo foi o Sandro. Além de parecer fisicamente, sua voz, principalmente em músicas como "Help!" era simplesmente igual à do criador de "Imagine". E o Ringo, ou melhor o Renato (rsrsrs), foi o melhor que eu já vi. Ele demonstrou estar muito ligado nos detalhes de bateria criados pelo sempre subestimado beatle dos anéis.

Ao final do show, fomos lá nos camarins, eu e alguns amigos, tirar umas fotos com a rapaziada.

Parabéns à banda. Parabéns ao público (de todas as idades) que lotou o Teatro Guararapes aqui em Recife/Olinda. Mais uma noite memorável. Mais uma prova de que a música dos Beatles é mesmo eterna e incomparável.

Aqui as músicas executadas pela banda:

  1. I saw her standing there
  2. Please please me
  3. Twist and shout
  4. From me to you
  5. She loves you
  6. All my loving
  7. I wanna be your man
  8. I wanna hold your hand
  9. Roll over Beethoven
  10. Ticket to ride
  11. A hard day’s night
  12. We can work it out
  13. Can’t buy me love
  14. Eight days a week
  15. Everybody’s trying to be my baby
  16. Help!
  17. Yesterday
  18. Yellow submarine
  19. Sgt. Peppers lonely hearts club band
  20. With a little help from my friends
  21. Lucy in the sky with diamonds
  22. Hello goodbye
  23. All you need is love
  24. Hey jude
  25. Revolution
  26. Back in the USSR
  27. Don’t let me down
  28. Let it be
  29. Come together
  30. Something
  31. Oh Darling!
  32. Get back
 Nos intervalos para a troca de roupa, o tecladista deu uma canja tanto no violão quanto ao piano, tocando: Michelle; Here There and Everywhere; The Long and Winding Road; e Imagine. Com grande personalidade e uma voz invejável, o músico agradou em cheio à plateia emocionada.

(As fotos acima foram tiradas por Waldir Dinoá e Fátima Lira. Sua utilização é permitida desde que citada a autoria)

2 comentários:

veronice disse...

Querido Dinoá
De acordo com tudo que escreveu! Apenas citaria que o som estava muito alto, tanto é assim que estava bem perto do palco mas da metade para o final do show subi e fiquei mais distante para ouvir melhor. No mais foi 10 sim.
Grande abraço
Veronice

Estevam disse...

Oi Dinoá. Tava curioso pra saber sua opinião. Conversei com você antes do show e lhe procurei no final. Meus destaques são para o prazer, pra não dizer outra coisa, em ouvir o som dos instrumentos originais em condições de amplificação que nem os próprios Beatles tinham na época, e para a precisão do George e do Ringo. Com um som bom, e vendo ao vivo, dá pra perceber a simplicidade e genialidade, nem sempre reconhecida, dos arranjos de bateria de Ringo.
Abraços,
Estevam Moura Jr.