segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Surge a "Soul Beatle"

Na verdade são cinco almas-beatle. Cinco músicos que levam no coração e na alma o espírito Beatle, e que embarcaram neste domingo 04 de dezembro na música eterna e mágica dos quatro garotos de Liverpool. O som rolou numa festa de confraternização de fim de ano. Eu e meu velho amigo, o baterista Marcelo Jurema, nos reunimos com esses meninos da nova geração, músicos de um enorme potencial, pra fazermos o que mais gostamos. Tocar música. Boa música. A música dos Beatles. As fotos desta que foi a apresentação de estreia da Soul Beatle mostram um pouco do clima da festa.

Descontraindo antes da apresentação

Vinícius, Victor, Marcelo, Dinoá e André: Soul Beatle

A banda abre com A Hard Day's Night

Day Tripper, And I Love Her e outros sucessos, na sequência

André Ksimiro manda ver em Don't Let Me Down

Live and Let Die: um dos pontos altos do show

André Ksimiro: guitarra solo

Os irmãos Ataíde nos teclados: Vinícius e Victor

Outro destaque: Got to Get You Into My Life

Victor Ataíde: guitarra base

Let it Be: a banda tocou duas vezes, a pedido

Ksimiro manda aquele solo em Something

Soul Beatle em ação

Dinoá solta a voz: I Saw Her Standing There

Marcelo Jurema: bateria

Vinícius Ataíde: teclados e percussão

Ksimiro em pose de John Lennon Kravitz!

The Soul Beatle

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Um Beatle em Recife

Em 1974 eu comprei um disco do Ringo Starr, chamado simplesmente "Ringo", que, além de ser considerado por muitos o melhor da carreira solo do ex-baterista dos Beatles, quase se transformou em uma reunião da banda mais famosa do rock, que havia acabado em 1970. Afinal, John, Paul e George haviam aparecido para dar "uma mãozinha" ao velho companheiro. Uma das faixas do disco, "I'm The Greatest", escrita por John Lennon, chegou mesmo a ter a participação de três beatles tocando juntos: John, George e, claro, Ringo.

Carregando o "Ringo" pra casa (nessa época eu morava em João Pessoa), animado com mais um disco na minha cada vez mais crescente coleção de discos dos Beatles (juntos ou separados), eu jamais sonharia que, em um longínquo 2011, eu estaria me preparando para ir ver o mesmo Ringo Starr, ao vivo, na cidade onde moro (hoje, Recife). Eu não teria acreditado. Mas, é verdade. E, apesar da pouca divulgação por aqui (nem um mísero anúncio de destaque na entrada do Chevrolet Hall, lugar do show, havia sido afixado pelo menos até hoje cedo), Ringo, de 71 anos, está mesmo chegando.

Dono de uma carreira errática após a conturbada dissolução dos Beatles, o baterista oscilou inicialmente entre atuar em filmes classe "B", gravar discos (o que ele fez com uma frequência bem maior do que muitos pensam - um a cada dois ou três anos em média), e aparecer, junto com a esposa e ex-Bond girl Barbara Bach, nas manchetes dos jornais por causa de problemas com o álcool. Ringo nunca foi o mais talentoso dos Beatles, mas seu carisma e seu jeito engraçado lhe garantiram um lugar no coração dos fãs dos rapazes de Liverpool.

Talvez, o maior sucesso da sua carreira solo tenha sido "It Don't Come Easy", música que lançou ainda em 1971 e que abre os shows da sua turnê atual. Aliás, olhando o setlist, percebo que Ringo Starr subestima o poder de muitas das canções que gravou. E como é sua primeira vez na nossa terrinha, acho que algumas dessas músicas não poderiam faltar de jeito nenhum. É o caso, por exemplo, de "What Goes Around", "King of Broken Hearts", "Don't Go Where The Road Don't Go" e "Don't Know a Thing About Love", todas editadas nos anos 90, época em que o ex-beatle gravou alguns de seus melhores discos como o "Time Takes Time" e "Vertical Man". O mesmo acontece com as canções que fez ou interpretou na época dos Beatles: de maneira inexplicável, estão de fora "Octopus's Garden" e "Don't Pass Me By", que vinham sendo executadas em todas as suas turnês anteriores. Como se Ringo tivesse "aquele" repertório de onde selecionar canções (apesar da grande quantidade de discos, a maioria é bem fraquinha)... Um pecado. Mas, estão lá "Yelllow Submarine", "Honey Don't", "I Wanna Be Your Man", e até uma citação a Lennon, "Give Peace a Chance". Calma, calma, claro que não poderia faltar (essa não poderia faltar mesmo!) "With a Little Help From My Friends".

E por falar em ajudinha dos amigos, Ringo segue apostando na fórmula adotada desde o início dos anos 80, quando passou a excursionar sempre cercado de amigos, invariavelmente astros do rock com carreira consolidada, tais como Jack Bruce, Peter Frampton, Billy Preston, Jim Keltner, Dr. John e muitos outros. Desta vez, a All-Star Band de Ringo ataca com Edgar Winter, Gregg Bissonette e Mark Rivera dentre outras feras. Por exemplo, uma hora Ringo sai dos holofotes para que brilhe gente como Rick Derringer, cantando "Hang On Sloopy", sucesso traduzido no Brasil para "Pobre Menina", de Leno e Lilian, nos anos 60; em outro momento do show, quem se destaca é Richard Page (do grupo Mr. Mister), que canta o megasucesso "Broken Wings".

Que ninguém saia de casa no domingo 20 achando que vai ver algo parecido a um show de Paul McCartney, o outro beatle aindo vivo e firme em ação - o velho companheiro de Ringo segue imbatível em sua missão de levar adiante a obra dos Beatles (boa parte dela, composta por ele). Ringo canta algumas músicas, toca bateria em outras, divide o show com os seus amigos, solta algumas piadas prontas e acena o clássico "paz e amor" dezenas de vezes, numa apresentação competente e festeira. Ele é um beatle, minha gente. É uma lenda viva, que deve ser respeitada. Não é todo dia que isso acontece.

Ringo Starr vem ao Recife para encerrar esta sua primeira vez no Brasil. O baterista aterrissa na terra do frevo após passar por Porto Alegre (10/11), São Paulo (12 e 13/11), Rio de Janeiro (15/11), Belo Horizonte (16/11) e Brasília (18/11). Curta abaixo fotos do show do dia 13 de novembro em São Paulo.











Fotos: Bianca Gonçalves


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Yellow Submarine em Porto de Galinhas

Meus amigos, ontem fiz minha primeira apresentação com a Yellow Submarine, banda recifense de tributo aos Beatles formada há cerca de três anos pelos irmãos Otávio e Antônio Guedes (guitarristas), juntamente com o baterista Edvaldo Henrique. Foi em um jantar animado para executivos em um resort de Porto de Galinhas. Durante duas horas, pudemos tocar para uma plateia que, nesses poucos dias que antecedem a apresentação de Ringo Starr no Recife, voltou no tempo ao som de Let It Be, Michelle, Get Back, Something e muitos outros grandes sucessos do Fab Four. Curtam algumas fotos do evento.












sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Entrevista com Dinoá


Veja abaixo entrevista do dinoá.blog com o baixista Dinoá, na qual o músico confirma sua saída da RadioBeat, a participação na recém formada Soul Beatle e as recentes gravações em Abbey Road, Londres.


P: “Como foi pra você gravar nos famosos estúdios de Abbey Road?”

Dinoá: “Foi um momento mágico e maravilhoso. Entrar naquele lugar em que eu sabia que os Beatles haviam estado tantas e tantas vezes, onde eles gravaram praticamente todas as suas músicas... foi absolutamente fantástico. Senti uma energia muito positiva. Aliás, de tanto ver fotos e filmagens daquele lugar, eu já sabia a posição da escada que liga a sala de controle do estúdio propriamente dito, a saída de emergência, enfim. Foi como um sonho.”

P: “O que você gravou lá?”

Dinoá: “Fui para gravar as vozes de uma música minha, composta quando eu ainda morava na Argentina, chamada I Can Live With It. Pretendo gravar algumas canções ao longo do próximo ano e, quem sabe, editar um CD independente. Ah, para aquecer, gravei o vocal de Back In The U.S.S.R, dos Beatles.”

P: “Quando vamos poder ouvir essas gravações de Abbey Road?”

Dinoá: “Pretendo complementar o instrumental, mixar e montar um pequeno vídeo com as duas músicas ainda esse ano. Em seguida vou colocar o material aqui no blog, nas redes sociais e no Youtube.”

P: “O CD deverá conter músicas apenas suas?”

Dinoá: “Somente músicas minhas.”

P: “Será um CD solo ou você montou uma banda para isso?”

Dinoá: “Um CD solo. Tentei fazer um trabalho com meus amigos Eduardo Montenegro e Walter Guimarães do Rush Cover, mas não deu certo. Eles acabaram perdendo o interesse. Recentemente chamei Edgard, da Banda Shock (João Pessoa) para me ajudar com as guitarras. A princípio ele achou interessante o material e acho que vai rolar alguma coisa. O Lidiano que tocou teclado comigo na Radiobeat também poderá dar uma mãozinha.”

P: “Quantas músicas teremos no CD?”

Dinoá: “Umas dez. A maioria foi composta na Argentina.”

P: “Como ficou a gravação de Abbey Road?”

Dinoá: “Muito boa. Os caras são muito profissionais, muito rápidos.”

P: “Você gravou algum instrumento em Abbey Road?”

Dinoá: “Não. O tempo era curto. Só duas horas de gravação. Procurei me concentrar só nas vozes.”

P: “Gravar em Abbey Road era seu maior sonho como músico e fã dos Beatles?”

Dinoá: “Como músico ainda quero fazer muitas coisas. Como fã dos Beatles, gravar em Abbey Road foi o auge. Eu não poderia pedir mais nada. Posso sair dizendo por aí que gravei no mesmo estúdio dos Beatles. Isso não tem preço. Falta agora somente um chá com Paul McCartney (rsrs).”

P: “É verdade que você está liderando um novo projeto de banda-beatle em João Pessoa?”

Dinoá: “Sim. Este ano reencontrei meu velho amigo Marcelo Jurema, baterista da banda em que tocávamos nos anos 90, o Molho Inglês. Cheguei com essa ideia de montar um novo projeto dedicado aos Beatles em João Pessoa, pois com o fim do Molho, a cidade ficou sem uma banda beatle pra animar as noites locais.”

P: “E como se chama esse novo projeto?”

Dinoá: “Soul Beatle. Marcelo quem teve a ideia. Achei fantástico. Soul Beatle será.”

P: “E as apresentações?”

Dinoá: “Começaremos aos pouquinhos agora em dezembro. Dia 03 vamos tocar em um evento particular. Na semana seguinte, faremos uma participação especial na “Feijoada do Abelardo”, tradicional evento social de Jampa. Muito provavelmente logo em seguida tocaremos em festa de premiação do Sistema Correio de Comunicação. Em breve faremos o lançamento oficial da banda”

P: “E a Radiobeat?”

Dinoá: “Não vi mais os rapazes. Encontrei com Rodolfo no aeroporto de Lisboa em agosto desse ano. Chegamos a falar no retorno da banda, mas a coisa não avançou. Ninguém se interessou de verdade. Tenho visto apenas o tecladista, Lidiano. A Radiobeat é hoje uma boa lembrança. Mas, acabou. Não vamos mais nos apresentar juntos.”

P: “Algum projeto para Recife?”

Dinoá: “Estou tocando com o pessoal da banda Yellow Submarine. No próximo dia 15 de novembro tocaremos em uma festa particular em Porto de Galinhas, no Enotel.”

P: “E depois?”

Dinoá: “A Yellow Submarine ainda está se estruturando na verdade. Ainda tem muito chão pela frente. Por outro lado, estou procurando músicos em Recife pra montar um projeto permanente de tributo a Paul McCartney. Mas tem que ser gente (guitarristas e baterista) que realmente curtam os Wings e a carreira solo de Paul. Claro que vai rolar Beatles também. Gosto muito de tocar coisas da carreira solo de John, de George e de Ringo. E quero tocar músicas deles também nesse projeto.”

P: “E esse projeto de tributo a Paul McCartney já tem nome?”

Dinoá: “Levará o meu nome apenas. Quero associar o meu nome ao do tributo a McCartney. Vou liderar a banda e os músicos poderão entrar e sair segundo os interesses meus e deles. As pessoas virão para ver a mim cantando Paul e os Beatles, acompanhado de uma banda competente.”

P: “Já temos músicos confirmados nesse projeto?”

Dinoá: “Se tudo der certo, usarei a base da Soul Beatle (eu, Marcelo e André Ksimiro, guitarrista) mais o Lidiano nos teclados. Estou mesmo precisando é de um curinga, o cara que faça backing vocals, toque guitarra, baixo e violão para revezar comigo nesses instrumentos, pois gosto de mudar de instrumentos, exatamente como McCartney faz, durante as apresentações. Portanto, quem se julgar habilitado, é só entrar em contato comigo.”

domingo, 11 de setembro de 2011

Liverpool: onde tudo começou - Parte 3

     Nosso passeio pela cidade dos Beatles termina com uma voltinha por Penny Lane, Strawberry Field, as casas de John (Mendips) e Paul (Forthlin Road) e o hall da paróquia onde os dois se conheceram. Vamos lá?

     Chegar a Penny Lane já é uma emoção muito grande. Abaixo, as primeiras fotos que tirei no local.




     Em seguida, uma parada para comer uns doces em Penny Lane Cakes. Esse lugar aparece no vídeo de "Free as a bird", conforme imagem mais abaixo.




     In Penny Lane there is a barber showing photographs...


     On the corner is a banker with a motor car...


     Behind the shelter in the middle of a roundabout...



     Eu e o nosso guia Alan em Penny Lane.


     Let me take you down, cause I'm going to...


     Strawberry Fields, nothing is real...



     Dinoá esteve aqui!




     O caminhão onde os Quarrymen estavam tocando na tarde em que Paul viu Lennon pela primeira vez estava parado bem nesse campo gramado, ao fundo.


     A foto mais famosa desse dia!


     Foi numa festa nos fundos da Paróquia de St. Peter. Paul McCartney deveria estar mais ou menos nesse mesmo lugar, vendo a apresentação de John e os Quarrymen.


          Abaixo, panfleto divulgando a festa paroquial que iria entrar para a história da moderna música popular.


     The St. Peter's Parish Church.


     Eleanor Rigby, picks up the rice in the church...


     Um dos lugares mais incríveis onde já estive: foi no interior desta edificação que John e Paul se conheceram, na tarde de 6 de julho de 1957.


     Placa comemorativa:


    
     Outro ângulo do hall da igreja.


     Foto tirada no interior do hall. Esta foto não é de minha autoria. Foi encontrada em um site na internet.

     A pintura de Eric Cash, The introduction, revive o momento exato em que Ivan Vaughan apresentou Paul McCartney a John Lennon.



     Preparando-me para conhecer, por dentro, as casas de John e Paul adolescentes.


     Primeiro, passamos por Mendips. Esta casa famosa foi o lar de John Lennon e sua severa tia Mimi. John viveu aqui toda a sua adolescência e muitas músicas dos Beatles foram compostas aqui.



     Infelizmente não permitem fotos internas, mas com alguma paciência dá para encontrar algumas na internet. O mobiliário e os revestimentos foram todos replicados e caminhar pelas distintas peças da casa é algo indescritível.


     Nesta esquina, bem pertinho de Mendips, a mãe de John, Julia Lennon, foi atropelada e morta.


     E agora, a casa de Paul McCartney em Forthlin Road.


     Da mesma forma, não foi possível tirar fotos lá dentro. Mas valeu cada minuto passado ali. Há muitas fotos famosas tiradas nessa casa, como a que ilustra a capa do disco de Paul, Chaos and Creation in the Backyard.